quarta-feira, 12 de abril de 2017

Cordel - Quando sinto que já sei


Quando sinto que já sei

O título é sugestivo, e para quem ainda não viu
Esse documentário eloquente,
Segue aqui em pobres versos, um resumo simples e potente:
Um projeto que começou, a uns 6 anos atrás
Seus sonhadores queriam fazer, algo pela educação,
Vixi! Isso sim ia dar, um enorme trabalhão!

Começaram pesquisando, lá fora no estrangeiro,
E por lá então rodaram, antes do Brasil inteiro,
Reino Unido e Portugal, foram então umas referências,
Mas o foco de verdade, foi aqui na nossa terra
Conversaram com quem fazia, e podia nos indicar
Um caminho, uma rota, para a educação melhorar

Quem diria que aqui, no nosso Brasil, tão perto
Havia tantos projetos, tão bons, simples e quietos...
Mas para deles nos apropriarmos e saber qual a construção
Que existiu e ainda existe, é preciso resgatar, a história deles e de outros,
E como, com essa história, e a realidade de agora,
Trabalhar com o que temos e o futuro renovar.

São 10 projetos de educação, em 5 estados da nação
8 cidades, muita gente e 100 horas de gravação
Para gerar pouco mais de 1 hora, de uma bela produção!
Tudo que é bom leva seu tempo, de boa preparação...
Ficou marcada, a realidade, com muita diversidade
E em cada projeto mostrado, a sua própria identidade.

E nesse ponto, é muito justo, do leitor vir a questão:
Por que mais um documentário, sobre a nossa educação?
O que traz esse de ação?  E tem alguma solução?
Esse aqui traz em seu bojo, soluções inovadoras e muita provocação
E uma das principais, se podemos assim dizer,
É:  a criança só aprende, debaixo de regras rígidas e muita organização?

Tem gente que faz diferente, um dos nomes é Tião Rocha,
Antropólogo e educador, das nossas Minas Gerais,
Começou em Belo Horizonte, chegou a Curvelo e além mais.
E esse aí lançou a questão, com toda propriedade:
Será que a escola deve ser, p’ra os meninos e meninas,
Um serviço militar, aos 6 anos de idade?

E qual é a solução, para o problema da educação?
Será que dá para fazer, um e-mail ou publicação,
Colocar num post d’um blog, as dicas de pretensão,
De qualidade e idealismo, de uma nova educação?
Ô  gente, cai na real! escola perfeita não tem não...
Por que assim que a vida é: cada uma tem o seu jeito.

Cada parte do nosso país, tem uma realidade de aprendiz
A escola para ser boa, não precisa de modelo
E, então, como se diz: Vamos lá minha gente amiga,
Unir estudo e trabalho, com a comunidade envolvida
Cultura e símbolos locais, respeitados e construídos,
E uma nova educação, transformada, será então vivenciada!

A escola convencional, precisa então mudar
A queda das paredes da sala, e dos velhos preconceitos,
Dos muros da escola e dos conhecimentos “já feitos”, veio para ficar
A criança, sujeito ativo, aprende em qualquer lugar: basta oportunizar!
As crianças e o mundo, mediados pelo professor,
Todos, então, tendem a ganhar...

Com o modelo de escola atual, é claro que não podemos ficar
Temos que, juntos, com a comunidade avançar
Mudar o jeito de ensinar, onde a criança tenha prazer,
De estudar e aprender, de ser e experimentar...
Isso se faz na Bahia e no Rio Grande do Norte, em Minas, Rio e São Paulo,
Em várias de suas cidades, com toda diversidade, escola pública ou particular

Mas não pense, você que lê, que tirar as paredes da sala,
Quebrar os muros da escola e transformar a educação, é tarefa fácil não!
Por que quando você começa, a desafiar esses limites,
Você acaba lidando muito, com suas “coisas” de dentro: medo, crenças, valores...
Aqueles que até então, você tem como importantes e os domina, proficiente!
Mas que agora, nesses tempos, com os novos sujeitos e cenários, já não são eficientes...

Chegamos então, nesses versos, a um ponto de reflexão:
Como é que se muda, então, a realidade da educação?
Por onde se quebram os tais, preconceitos e paradigmas,
Que há muito já não servem, para a realidade de agora?
A resposta vem da análise, pura e cristalina de Clélia, jovem aluna
Da escola sede em Natal, de um dos projetos do vídeo:

Alunos e responsáveis, professores e  gestores, políticos e sociedade,
Criticam-se uns aos outros, sem nenhuma caridade, sem qualquer ajuda mútua,
Estão sempre engajados em suas “lutas de classe”,
Cada um pelos seus próprios, direitos e pontos de vistas.
Tem que haver um olhar p’ro outro, uma melhor compreensão,
Para saber onde ajudar – esse deveria ser, o início da transformação.

E, encerrando, fica aqui, a pergunta e a provocação
Como você que nos leu, onde está e com o que tem,
Com a sua comunidade, cultura e conhecimentos,
Sabendo de tudo isso, e pesquisando mais além,
Quando sentir que já sabe,
Pode ajudar a mudar, a educação na sua realidade?
Referências:
1. Youtube, video-documentário. Quando sinto que já sei. <https://youtu.be/HX6P6P3x1Qg> Acesso em 12.abr.2017.
2. Página deste blog. Documentando experiências de Educação Alternativa. <http://educacaoespiritaaplicada.blogspot.com.br/p/educacao-espiritualidade-e.html
3. DINIZ,     Francisco     Ferreira     Filho.     Literatura     de     Cordel.     Disponível     em: 

Co-elaboração de
Antonio Domiciano
Livia Miguel
Noeli Serodio
Vania Guimarães
Viviane Veloso
Universidade Metodista de São Paulo
Curso de Pedagogia, 5º período

quarta-feira, 1 de março de 2017

Uma Reflexão para Membros e Líderes de grupos


Um membro de um determinado grupo, do qual participava regularmente, sem nenhum aviso deixou de atender suas atividades. Após algumas semanas, o líder daquele grupo decidiu visitá-lo.

Era uma noite muito fria.

O líder encontrou a pessoa em casa sozinha, sentada diante da lareira, onde ardia um fogo brilhante e acolhedor. Adivinhando a razão da visita, ela deu as boas-vindas ao líder, conduziu-o a uma grande cadeira perto da lareira e ficou quieta, esperando.

O líder acomodou-se confortavelmente no local indicado, mas não disse nada. No silêncio sério que se formara, apenas contemplava a dança das chamas em torno das rachas de lenha, que ardiam. Ao cabo de alguns minutos, o líder examinou as brasas que se formaram. Cuidadosamente selecionou uma delas, a mais incandescente de todas, empurrando-a para o lado.

Voltou então a sentar-se, permanecendo silencioso e imóvel.

A pessoa anfitriã prestava atenção a tudo, fascinada e quieta.

Aos poucos a chama da brasa solitária diminuía, até que houve um brilho momentâneo e seu fogo apagou-se de vez. Em pouco tempo o que antes era uma festa de calor e luz, agora não passava de um negro, frio e morto pedaço de carvão recoberto de uma espessa camada de fuligem acinzentada. Nenhuma palavra tinha sido dita desde o protocolar cumprimento inicial entre as duas pessoas amigas.

O líder, antes de se preparar para sair, manipulou novamente o carvão frio e inútil, colocando-o de volta no meio do fogo. Quase que imediatamente ele tornou a incandescer, alimentado pela luz e calor dos carvões ardentes em torno dele.

Quando o líder alcançou a porta para partir, a pessoa visitada disse:

- Obrigado. Por sua visita e pelo belíssimo sermão. Estou voltando ao convívio do grupo. Deus te abençoe!

Reflexão:

Aos membros: vale lembrar que fazem parte da chama e que longe do grupo perdem todo o brilho.

Aos lideres: vale lembrar que são responsáveis por manter acesa a chama de cada um e por promover a união entre todos os membros, para que o fogo seja realmente forte, eficaz e duradouro.

(Autor desconhecido)

domingo, 13 de novembro de 2016

AEIOU - Ação de Educação Integral, Organização e União


A resolução do dilema "Perseverança ou Teimosia", discutido no post anterior, nos levou pensar e agir de forma diferente, que incluiu redirecionar o objetivo primeiro do projeto para a criação de uma associação para prover suporte e ajudar organizações existentes - escolas principalmente.

Além disso, decidimos nos organizar sob uma associação juridicamente já instituida que esteja em sintonia com nossos conceitos, premissas, fundamentos e principios (entidade-mãe), com possibilidade de evoluir para uma independência jurídica com o passar do tempo, se isso for conveniente - em oposição a criar uma associação "do zero" (se quiser ver os detalhes da análise para essa decisão, veja arquivos deste link).

Outra discussão, análise e decisão tomada foi sobre sobre qual seria entidade-mãe a ser adotada: a Casa de Oração Missionários da Luz (COMLuz) foi a organização  existente escolhida para isso (veja agora aqui nesse link os detalhes que levaram a essa decisão).

A COMLuz é uma pessoa jurídica de Direito Privado organizada sob a forma de associação filantrópica e religiosa, sem fins lucrativos ou econômicos, apolítica, constituída em 20 de junho de 1993, por tempo indeterminado, regida por seu Estatuto Social e pela Legislação que lhe for aplicável.

Vários itens do estatuto da COMLuz dizem respeito às atividades de Educação do ser humano - Art. 4º alínea “b)”; Art. 5º inciso VI; Art. 6º e seu Parágrafo único; Art. 7º incisos I, III, IV e V; Art. 8º incisos II, III e IV; Art. 10º incisos VI e VII; Art. 11º inciso V; e Art. 33º inciso VII. Esses itens, aliados à finalidade principal daquela Associação - Assistência Social baseadas nos principios cristãos, espírita-kardecista, mostra a sintonia com a proposta deste projeto discutido aqui neste blog...

Com isso, a nossa "associação" passou a ser uma ação coordenada dentro da organização COMLuz, a partir de agora denominada "Ação de Educação Integral, Organização e União", ou AEIOU, com base nesses itens do estatuto e nos seguintes conceitos, premissas, fundamentos e principios, que serão consolidados num regimento interno para sua coordenação:

CONCEITOS:
  • Ação” é processo ou estado de estar ativo, de fazer, executar, produzir efeito ou influenciar, alguma coisa ou alguém, conscientemente, e que pode ser caracterizada por uma atividade física ou mental.
  • Educação” é o processo contínuo de formar e transformar o ser humano através do conhecimento, em suas dimensões física, intelectual e emocional; conhecimento de si mesmo, do outro, e do meio que o cerca.
  • Integral” diz respeito à concepção do ser humano, educando e educador, como ser biológico, psicológico, social, histórico e transcendente (espiritual).
  • Organização” abrange o coletivo dos seres humanos, nas suas diversas formas e manifestações (escola, família, organizações comunitárias e religiosas, empresas públicas ou privadas, etc.) e busca atender com excelência suas necessidades (estruturação interna, coordenação e diversas dimensões da gestão - pedagógica, administrativa, financeira, fiscal, estratégica, etc.).
  • União” abrange o aspecto motivacional de todo trabalho da organização, interno e para os beneficiários da ação integral: colaboração, solidariedade, apoio mútuo, tolerância, compreensão, afeto e todas as demais atitudes morais e práticas de enobrecimento do ser humano.
PREMISSAS:
  • Crer nas potencialidades e possibilidades do Ser humano, educando e educador, inacabados, em constante aprendizado.
  • Crescer é um ato natural de todo ser, como parte do progresso e evolução, individual e coletiva, considerado o crescimento no conceito “Integral”.
  • A “Ação”, coordenada com todos os demais conceitos, deve ser efetiva no sentido de produzir resultados positivos, promover o crescimento “Integral” e ganhar a confiança dos associados e dos seus beneficiários, fazer a diferença em suas vidas, seus comportamentos, habilidades e atitudes, num processo de melhoria contínua, considerando as condições do tempo presente e do futuro, próximo e remoto.
  • Ter uma visão realista de mundo, ponderada por uma perspectiva otimista, alinhada com o conceito do ser “Integral”, numa proposta de busca da felicidade, aqui considerada como o equilíbrio entre o sentir, pensar, falar e agir em coerência com o meio em que se vive.
  • Desdobrar todos os conceitos da AEIOU, principalmente os de “Organização” e “União”, numa filosofia de “DESTRUIR MUROS E CONSTRUIR PONTES”, entre todas as pessoas e suas coletividades.
FUNDAMENTOS:
  • O ser interexistente: o ser existe além das dimensões físicas e visíveis, porque se expande em espírito no tempo e no espaço. 
  • A criança é o ser que recomeça a existir na Terra e está temporária e parcialmente adormecido, tornando-se receptível às sugestões de uma nova educação.
  • A vida é fenômeno espiritual que se manifesta desde o movimento das partículas subatômicas até as rotações das galáxias, desde o protozoário no fundo do mar até as fulgurações da inteligência humana.
  • O mundo, entendido como o planeta Terra, é uma moradia temporária entre os infinitos mundos do universo, destinados a servir de habitat educativo às almas em ascensão.
  • A educação é o processo permanente de aperfeiçoamento do Espírito, é o despertar de suas potencialidades, a realização gradativa de sua divindade e não apenas numa dada existência, mas eternidade afora.
  • O educador deve ser o agente de mobilização da vontade de evolução do educando. É o que observa atentamente, amando com intensidade o ser-educando, e descobre como atingir o seu âmago, para tocar sua essência divina e deflagrar um processo de auto-educação.
PRINCIPIOS:
  • O Amor é primeiro e máximo princípio de uma Pedagogia com Espiritualidade - é o que move o ser espiritual, despertando-lhe a vontade de ascensão.
  • O respeito à liberdade do ser é consequência do amor. 
  • A igualdade com singularidade: todos os Espíritos são essencialmente iguais — seres livres, com origem divina, destinação transcendente e potencialmente bons — mas todos os seres são únicos — singulares, com potencialidades diversas, múltiplas experiências vividas, com histórias e memórias pessoais.
  • A naturalidade: o mundo espiritual é tão natural quanto o mundo físico, pois são facetas de uma única realidade.
  • A ação: a aprendizagem se dá pela ação livre -  traduzindo-se em atividades sociais, em produções estéticas, intelectuais ou manuais.
  • A educação integral, que acontece no equilíbrio entre a moralidade e a inteligência, entre a capacidade de produção estética, a racionalidade e os sentimentos elevados, é essencial para o desenvolvimento harmonioso do ser.
Nosso projeto prossegue com a tarefa de completar esse futuro "regimento interno" da AEIOU e com a identificação de oportunidades de aplicá-los em casos práticos ...

Estaremos atentos a observar quando ocorrerem, dentro de uma abordagem de "aprender ajudando e ajudar aprendendo" (semelhante à conhecida de Paulo Freire*, de "aprender ensinando, ensinar aprendendo" nas práticas pedagógicas docente...) 

Você que nos lê conhece algum caso?  Se sim, faça contato e vamos conversar...

Fiquem na Paz!

* FREIRE, Paulo.  Pedagogia  da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 2008. (Coleção Leitura). Cap. 1, “Não há docência sem discência”.

domingo, 24 de julho de 2016

Perseverança ou Teimosia? Reorientar para Prosseguir...

A um tempo atrás me vi diante da seguinte questão: qual a diferença prática entre a perseverança e a teimosia? O que distingue uma pessoa perseverante de uma teimosa?

Não sei se inusitada, interessante ou intrigante para a maioria das pessoas como foi para mim, a resposta a essa questão foi um tanto controversa: do ponto de vista conceitual, me parecia óbvia, trivial; mas considerando o subjetivismo que predomina em cada pessoa, e uma certa dose do método cartesiano, refleti um bom tanto sem sucesso numa resposta satisfatória...

Já sabia a um bom tempo que a primeira é uma virtude, qualidade de quem mantém-se em seu propósito à revelia das adversidades; mas também a pessoa teimosa assim não procede? Entretanto, a teima em querer o que parece ser inviável é vista como uma atitude imatura, impertinente, ou até mesmo um defeito ou imperfeição...

Como saber, portanto, se estou sendo uma pessoa perseverante num objetivo ou simplesmente alguém teimoso numa coisa ou situação que não tem jeito?

Foi numa conversa de cafezinho com um amigo, com quem compartilhei esse dilema, que ouvi dele um critério interessante para essa diferenciação:

- Ambas persistem no objetivo, a pessoa perseverante, porém, o faz com métodos e formas diferentes de agir, a cada nova tentativa, enquanto não consegue atingi-lo...

Bingo! Faz todo sentido, de fato e de conceito...

E trazendo para o contexto do nosso interesse aqui neste blog, é algo do que tem acontecido desde julho do ano passado para cá...

Desde o post anterior, quando fiz uma retrospectiva e propus uma reflexão sobre a situação da proposta de projeto que deu origem a esse blog, ainda ocorreram algumas outras reuniões e tentativas de alavancar o grupo e o projeto... a página de eventos do grupo no Facebook foi uma boa ferramenta para agendar e registrar essas reuniões, que aconteceram entre janeiro e julho/2015, na razoável cadência de uma por mês.

Infelizmente, ao final daquele período, constatamos que mesmo os objetivos de uma primeira fase do projeto (que fora prevista, 2 anos antes, para durar 6 meses!) não estavam nem à vista de serem atingidos... 

... Formação, estruturação e consolidação dos grupos;
... Cada grupo fazer um estudo e avaliação iniciais da sua situação; e
... Detalhar o projeto em termos de fases, objetivos parciais, ações, prazos e recursos para atender os Objetivos e obter os Resultados esperados da proposta ...

Para prosseguir como perseverantes (e não como "teimosos" ;>), desde então, mudamos o jeito de agir e fizemos uma reorientação...

... na prioridade de objetivos: embora fundar uma escola continue sendo um dos objetivos, passou a ser de médio/longo prazo, em favor de trabalharmos, no curto prazo, com as escolas e outras organizações afins existentes;

... de organização: decidimos nos vincular a uma Associação existente, que nos dá liberdade de ação dentro dos princípios e fundamentos que abraçamos e que possui toda a estrutura jurídica, fiscal e estatutária para operacionalizar essas ações;

... de forma de trabalho: em vez de elaborar e agir dentro de um grande projeto estruturado (como proposto inicialmente) estamos perseguindo pequenos projetos / planos de trabalho / programas alinhados com os princípios, fundamentos e conceitos que acreditamos serem os mais adequados;

... no título da proposta: de "Educação Espírita Aplicada" para "Educação com Espiritualidade Aplicada" - um bom tanto inspirados pelo título e conteúdo discutido no II Congresso Internacional de Educação e Espiritualidade, e outro tanto pela observação das demandas e soluções que temos visto no dia-a-dia da Educação; a proposta, embora com bases firmemente apoiadas na doutrina codificada por Allan Kardec,  não pode estar limitada por denominação que sugira qualquer sectarismo filosófico ou religioso;

... reorientação de visão da realidade: num outro aspecto mais amplo ainda, embora as bases doutrinárias e os objetivos pedagógicos e de Espiritualidade, constatamos que precisamos buscar o equilíbrio entre as "coisas de Deus" (essas bases e os objetivos) e as "coisas de César" (sustentabilidade econômico-financeira), em qualquer uma dessas organizações (escola, associação ou projetos);

... e finalmente, uma reorientação de envolvimento e comunicação com as pessoas interessadas: em vez de reuniões sobre qualquer assunto com todos, estamos primeiro estruturando as ações, projetos, etc., com as poucas pessoas que realmente se comprometem e podem fazer algo, para depois abrir para o grupo e oportunizar a participação de todos, de acordo com critérios de motivação e habilidades presentes nas pessoas que manifestarem interesse.

Para dar suporte esse novo jeito de prosseguir, e em acréscimo às páginas existentes dedicadas a cada uma das áreas de concentração dessa proposta, a saber:
- Estudo e Suporte de uma Pedagogia Espírita,
- Estudo e Suporte de Gestão Escolar,
- Sustentabilidade Econômica e Fiscal e
- Suporte ao Movimento Espírita,
criamos a página dedicada a Projetos, que se desdobra em algumas outras para apresentar o resultado acerca dos estudos, reflexões, decisões e casos sobre o quê podem ser os projetos / planos de trabalho / programas a que nos referimos nesse contexto.

Esperamos que, assim, estejamos de fato sendo perseverantes em nossos objetivos, mantendo a esperança na ajuda que a Providência Divina sempre oferece para nos renovar, tanto individualmente, ajustando nossas visão e atitudes, quanto coletivamente, favorecendo que outras pessoas se junte a nós, trazendo outras visões, atitudes, habilidades e motivação!

Oportunamente publicaremos algo mais sobre essas páginas de projetos e uma nova página sobre os conceitos, premissas, fundamentos e princípios que norteiam a Ação de Educação Integral, Organização e União (AEIOU) da nossa proposta, que, nesse momento, é um rascunho de Regimento Interno para a nossa organização dentro da Associação que ora nos acolhe como entidade-mãe, a Casa de Oração Missionários da Luz (COMLuz).

Acompanhe e participe!!
Um abraço fraterno!


sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Uma Breve Retrospectiva e uma Reflexão...

Com o fim de mais um ano e a celebração coletiva do Natal de Jesus (embora nem todas pessoas se dão conta ser Ele o inspirador dos sentimentos elevados dessa época...), como acontece com cada um de nós, parece oportuno fazer uma breve retrospectiva e uma reflexão sobre o que fizemos e onde estamos em relação a essa proposta de projeto.

Questões motivadoras do 1º Encontro
Desde a sua apresentação em maio de 2013, no 1º Encontro de Educação Espirita Aplicada, houve cinco reuniões presenciais em torno da proposta e algumas conversas entre uma e outra reunião... 
Palestras do 1º Encontro
Das mais de 300 pessoas convidadas para aquele evento, cerca de 80 compareceram, em torno de 20 atenderam o convite da 1ª reunião um mês depois e, dentre aquelas e outras novas que apareceram depois, algo em torno de 4 e 9 pessoas mantiveram o interesse ao ponto de participarem das reuniões seguintes e colaborarem mais ativamente na avaliação e desdobramento da proposta.

Em paralelo com essas reuniões e conversas, alguns meios de comunicação foram implementados: conta de e-mail dedicada ao projeto, um grupo de discussão via e-mail, um no Facebook e outro no Whatsapp, um canal de vídeos no Youtube, além deste blog e o tradicional telefone (que, a meu ver, ainda é o mais eficiente para motivar as pessoas à distância - embora a agilidade, facilidade dos demais meios, me parece que as pessoas se motivam mais com o contato direto com outra pessoa, ainda que somente pela voz...).



Aproveitando as facilidades das tecnologias da internet, os "gigabytes" disponíveis no  "Meu Drive" da conta de e-mail tem sido organizados para acomodar os documentos possíveis de serem elaborados para o projeto, como por exemplo: listas de dados das pessoas interessadas e das demandas motivadoras do projeto, propostas e situação das reuniões, os Documentos de Informação e Ação (DIA), referências bibliográficas de uso e consulta, dentre outros; todos com o controle de acesso correspondente ao grau de confidencialidade adequado, disponibilizados aos participantes nas reuniões presenciais e nas mensagens circuladas no grupo de discussão via e-mail.

Sobre as reuniões presenciais, infelizmente ocorreram numa frequência bem abaixo da necessidade... cinco reuniões em cerca de 18 meses (com quase 1 ano entre a 1ª e a 2ª...), não me parece uma boa marca... mas as que conseguimos fazer foram muito boas!


 Ainda está pendente publicarmos um resumo de todas reuniões - temos os posts da 1ª, em junho/2013, onde estreitamos o conhecimento das primeiras pessoas interessadas, e da 2ª, em maio/2014, onde conseguimos retomar a análise da
Esquema de trabalho - entrosamento das
 Demandas, Pessoas, Informações e Ações
 proposta, apresentando um 
esquema de trabalho para lidar com as inúmeras demandas que um projeto deste nos apresenta e discutimos alguns pontos relevantes, como a questão da motivação das pessoas e algumas idéias preliminares sobre financiamento do projeto.



Na 3ª reunião, em 8/junho/2014, nosso amigo Mauro Biazeto apresentou uma visão geral do que é a Pedagogia Espírita, através 
do seu anteprojeto de criar um Curso de Pedagogia Espírita. Esta foi a primeira de uma série de reuniões de estudos que precisamos retomar em várias outras
Breve Histórico da Pedagogia Espírita
Vídeo com Dora Incontri
 reuniões, pois esse é o tema-eixo desta proposta de projeto. Como uma referência para o que iniciamos naquela reunião, existe o vídeo de um Seminário conduzido pela Dora Incontri em São José dos Rio Preto, em 2011
(1ª parte neste link)


Pedagogia do Século XXI

Logo na sequência, conseguimos fazer a 4ª reunião, em 19/junho/2014, onde foi apresentada uma proposta abordagem de integração escola-família, cujos objetivos são corrigir a falta de interesse na aprendizagem, estruturar a relação familiar e promover a participação da família no cotidiano escolar. A proposta (slides deste link) incluiu, como parte da análise dos desafios de pais e professores de hoje, uma bela reflexão sobre "Limites"...
Relato de caso de Escola Espírita
em Jacareí  


Finalmente, na 5ª reunião, em 27/setembro/2014, registramos o impressionante relato de caso de uma escola espírita de educação infantil e ensino fundamental, que funcionou até 2011 na cidade de Jacareí, no qual as pedagogas protagonistas do caso compartilharam com os presentes as ricas experiências por elas vivenciadas - riquíssimas informações que temos disponíveis para transformar em conhecimento a ser aplicado, esperamos, o mais breve possível...

 Temos muito estudo a fazer, idéias e discussões a compartilhar
Organização básica do Projeto
trabalho a realizar... nossa lista de demandas já tem mais de 80 questões, idéias, sugestões de ações a tomar, etc., que precisam ser agrupadas, direcionadas para análise, organização de informações e elaboração de ações específicas..


Infelizmente, a proposta de interações quinzenais, ou pelo menos mensais, entre as pessoas interessadas tem sido difícil de praticar... O principal desafio é a motivação para dedicar o concorrido tempo de cada um para analisar e complementar a proposta apresentada, discutir os assuntos apresentados nas reuniões para amadurecer as idéias, priorizando o quê fazer (escopo e ordem), discutir o como fazer, identificando as ações e... fazer!! 


Um projeto dessa natureza somente me parece viável como uma
realização coletiva... a mim parece que a proposta está plantada e aguardando as condições favoráveis do meio (nós, as pessoas) para florescer e dar frutos... 

Convido todos a estarmos atentos a essas condições, colaborando com o que for possível no plano individual,
enquanto não atingimos uma maturidade coletiva mínima que viabilize a ajuda esperada dos mentores espirituais desta causa, afim de realizarmos o melhor possível no plano coletivo.

Saudações fraternas e que o novo ano traga renovadas esperanças e realizações a todos nós!
Antonio Domiciano