sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Video-breve-reflexão: ESTAR CONECTADO...


Como você, enquanto pai, responsável ou cuidador de uma criança, fica conectado quando está num momento de lazer? 

Veja aqui uma video-breve-reflexão a respeito...


domingo, 19 de agosto de 2018

Vinheta AEIOU COMLuz
Resultado da enquete feita aqui no blog e no grupo do Facebook, a música escolhida para a vinheta do logotipo foi a "Wish you'd come true", cujo trecho é incluído na vinheta do vídeo acima.

A vinheta descreve o movimento do símbolo da AEIOU - Ação de Educação de Educação Integral, Organização e União (uma mão que se levanta, apoia e é apoiada por outra que vem ao seu encontro, com outras que se entrelaçam indefinidamente...) em direção ao símbolo da COMLuz - Casa de Oração Missionários da Luz, com o qual se ajusta e produz uma onda que se propaga para fora do quadro.

terça-feira, 9 de maio de 2017

Uma reflexão sobre Educação com Espiritualidade Aplicada

Há 4 anos atrás, no dia 8 de maio, iniciamos esse movimento. E como forma de celebrar, além de convidar você a assistir o breve vídeo da nossa história e visão, proponho uma rápida e despretenciosa reflexão acerca de uma visão de Espiritualidade através de duas também rápidas histórias: uma real, ocorrida nas terras paulistas da cidade de Franca, e uma outra, uma suposta lenda de uma terra distante do Extremo Oriente....

A primeira história é, na verdade, uma homenagem à dona Aparecida Novelino, professora e esposa do médico, empresário e educador Tomás Novelino.

 Nascida em 8 de maio de 1914, Maria Aparecida Rebêlo Novelino (dona Aparecida) fundou e manteve, com seu esposo, o Educandário Pestalozzi na cidade de Franca, SP. Numa estrutura que chegou a três escolas-creches, acolheu, gratuitamente, cerca de 2.500 crianças por ano, no auge de seu funcionamento, desde a fundação em 1944 até 1996, quando encerrou as atividades por força de crise econômica na indústria de calçados homônima que sustentava as atividades educacionais e assistenciais.
Caso você queira saber um pouco mais sobre a história de dona Aparecida, veja o comunicado da USE (União das Sociedades Espíritas) de Franca desse link, emitido por ocasião do centenário do seu nascimento.
E se quiser saber um pouquinho mais da contribuição dela e do Dr. Tomás Novelino para a formação de uma Pedagogia com Espiritualidade, veja nesse link o trecho correspondente da tese da Dra. Dora Incontri.


A outra história, uma lenda do Extremo Oriente, contada no livro "O homem que calculava", do escritor Malba Tahan, pseudônimo do professor carioca Júlio Cesar de Melo e Souza (também nascido em dia próximo a esse agora celebrado, 6 de maio de 1895...), sobre o verdadeiro sábioo material e o espiritual.

Um poderoso rei, que dominava a Pérsia e as vastas planícies do Irã, ouviu certo dervixe  dizer  que  o verdadeiro sábio devia conhecer, com absoluta perfeição, a parte espiritual e a parte material da vida. Chamava-se Astor esse monarca, que era apelidado “O Sereno”. Que fez Astor, o rei? Vale a pena recordar a forma pela qual procedeu o poderoso monarca.

Mandou  chamar  os  três  maiores  sábios  da  Pérsia,  entregou  a  cada  um deles 2 dinares de prata e disse-lhes:
- Há neste palácio três salas iguais, completamente vazias. Ficará, cada um de vós, encarregado de encher uma das salas, não podendo, entretanto, despender nessa tarefa quantia superior à que acabo de confiar a cada um.
O problema era realmente difícil. Cada sábio devia encher uma sala vazia, gastando apenas a insignificante quantia de 2 dinares. Partiram  os  sábios  a  fim  de  cumprir  a  missão  de  que  haviam sido encarregados pelo caprichoso rei Astor.
Horas  depois,  regressaram  à  sala  do  trono.  O  monarca,  interessado  pela solução do enigma, interrogou-os.
O primeiro, ao ser interrogado, assim falou:

- Senhor! Gastei 2 dinares, mas a sala que me coube ficou completamente cheia. A minha solução foi muito prática. Comprei vários sacos de feno e com eles enchi o aposento do chão até o teto.
- Muito bem! - exclamou o rei Astor, o Sereno. - A vossa solução, simples e  rápida,  foi  realmente muito  bem  imaginada.  Conheceis,  a  meu  ver,  a  “parte material da vida”, e sob esse aspecto haveis de encarar todos os problemas que o homem deve enfrentar na face da terra.

A seguir, o segundo sábio, depois de saudar o rei, disse com certa ênfase:
- No desempenho da tarefa que me foi cometida, gastei apenas meio dinar. Quero  explicar  como  procedi  Comprei  uma  vela  e  acendi-a  no  meio  da  sala vazia. Agora ó Rei, podeis observá-la. Está cheia, inteiramente cheia de luz.
-  Bravos!  -  concordou  o  monarca.  -  Descobriste  uma  solução  brilhante para o caso! A luz simboliza a parte espiritual da vida. O vosso espírito acha-se, pelo  que  me  é  dado  concluir,  propenso  a  encarar  todos  os  problemas  da existência do ponto de vista espiritual.

Chegou, afinal, ao terceiro sábio, a vez de falar. Eis como foi resolvida por ele a singular questão:
- Pensei, a princípio, ó Rei dos Quatro Cantos do Mundo, em deixar a sala entregue  aos  meus  cuidados  exatamente  como  se  achava.  Era  fácil  ver  que  a aludida  sala, embora  fechada,  não  se  encontrava  vazia.  Apresentava-se  (é evidente) cheia de ar e de trevas. Não quis, porém, ficar na cômoda indolência enquanto  os  meus  dois  colegas  agiam  com  tanta inteligência  e  habilidade.
Resolvi  agir  também.  Tomei,  pois,  de  um  punhado  de  feno  da  primeira  sala, queimei  esse  feno na  vela  que  se  achava  na  outra,  e  com  a  fumaça  que  se desprendia  enchi  inteiramente  a terceira  sala.  Será  inútil  acrescentar  que  não gastei a menor parcela da quantia que me foi entregue. Como podeis verificar, a sala que me coube está cheia de fumaça.
-  Admirável!  -  exclamou  o  rei  Astor.  -  Sois  o  maior  sábio  da  Pérsia  e talvez do mundo. Sabeis unir, com judiciosa habilidade, o material ao espiritual para atingir a perfeição.

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Ai está, amigo(a) leitor(a), com essa singela homenagem à dona Aparecida e esta lenda, fica a proposta de reflexão sobre o que poderia ser uma Educação com Espiritualidade Aplicada em sua vida...

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Cordel - Quando sinto que já sei


Quando sinto que já sei

O título é sugestivo, e para quem ainda não viu
Esse documentário eloquente,
Segue aqui em pobres versos, um resumo simples e potente:
Um projeto que começou, a uns 6 anos atrás
Seus sonhadores queriam fazer, algo pela educação,
Vixi! Isso sim ia dar, um enorme trabalhão!

Começaram pesquisando, lá fora no estrangeiro,
E por lá então rodaram, antes do Brasil inteiro,
Reino Unido e Portugal, foram então umas referências,
Mas o foco de verdade, foi aqui na nossa terra
Conversaram com quem fazia, e podia nos indicar
Um caminho, uma rota, para a educação melhorar

Quem diria que aqui, no nosso Brasil, tão perto
Havia tantos projetos, tão bons, simples e quietos...
Mas para deles nos apropriarmos e saber qual a construção
Que existiu e ainda existe, é preciso resgatar, a história deles e de outros,
E como, com essa história, e a realidade de agora,
Trabalhar com o que temos e o futuro renovar.

São 10 projetos de educação, em 5 estados da nação
8 cidades, muita gente e 100 horas de gravação
Para gerar pouco mais de 1 hora, de uma bela produção!
Tudo que é bom leva seu tempo, de boa preparação...
Ficou marcada, a realidade, com muita diversidade
E em cada projeto mostrado, a sua própria identidade.

E nesse ponto, é muito justo, do leitor vir a questão:
Por que mais um documentário, sobre a nossa educação?
O que traz esse de ação?  E tem alguma solução?
Esse aqui traz em seu bojo, soluções inovadoras e muita provocação
E uma das principais, se podemos assim dizer,
É:  a criança só aprende, debaixo de regras rígidas e muita organização?

Tem gente que faz diferente, um dos nomes é Tião Rocha,
Antropólogo e educador, das nossas Minas Gerais,
Começou em Belo Horizonte, chegou a Curvelo e além mais.
E esse aí lançou a questão, com toda propriedade:
Será que a escola deve ser, p’ra os meninos e meninas,
Um serviço militar, aos 6 anos de idade?

E qual é a solução, para o problema da educação?
Será que dá para fazer, um e-mail ou publicação,
Colocar num post d’um blog, as dicas de pretensão,
De qualidade e idealismo, de uma nova educação?
Ô  gente, cai na real! escola perfeita não tem não...
Por que assim que a vida é: cada uma tem o seu jeito.

Cada parte do nosso país, tem uma realidade de aprendiz
A escola para ser boa, não precisa de modelo
E, então, como se diz: Vamos lá minha gente amiga,
Unir estudo e trabalho, com a comunidade envolvida
Cultura e símbolos locais, respeitados e construídos,
E uma nova educação, transformada, será então vivenciada!

A escola convencional, precisa então mudar
A queda das paredes da sala, e dos velhos preconceitos,
Dos muros da escola e dos conhecimentos “já feitos”, veio para ficar
A criança, sujeito ativo, aprende em qualquer lugar: basta oportunizar!
As crianças e o mundo, mediados pelo professor,
Todos, então, tendem a ganhar...

Com o modelo de escola atual, é claro que não podemos ficar
Temos que, juntos, com a comunidade avançar
Mudar o jeito de ensinar, onde a criança tenha prazer,
De estudar e aprender, de ser e experimentar...
Isso se faz na Bahia e no Rio Grande do Norte, em Minas, Rio e São Paulo,
Em várias de suas cidades, com toda diversidade, escola pública ou particular

Mas não pense, você que lê, que tirar as paredes da sala,
Quebrar os muros da escola e transformar a educação, é tarefa fácil não!
Por que quando você começa, a desafiar esses limites,
Você acaba lidando muito, com suas “coisas” de dentro: medo, crenças, valores...
Aqueles que até então, você tem como importantes e os domina, proficiente!
Mas que agora, nesses tempos, com os novos sujeitos e cenários, já não são eficientes...

Chegamos então, nesses versos, a um ponto de reflexão:
Como é que se muda, então, a realidade da educação?
Por onde se quebram os tais, preconceitos e paradigmas,
Que há muito já não servem, para a realidade de agora?
A resposta vem da análise, pura e cristalina de Clélia, jovem aluna
Da escola sede em Natal, de um dos projetos do vídeo:

Alunos e responsáveis, professores e  gestores, políticos e sociedade,
Criticam-se uns aos outros, sem nenhuma caridade, sem qualquer ajuda mútua,
Estão sempre engajados em suas “lutas de classe”,
Cada um pelos seus próprios, direitos e pontos de vistas.
Tem que haver um olhar p’ro outro, uma melhor compreensão,
Para saber onde ajudar – esse deveria ser, o início da transformação.

E, encerrando, fica aqui, a pergunta e a provocação
Como você que nos leu, onde está e com o que tem,
Com a sua comunidade, cultura e conhecimentos,
Sabendo de tudo isso, e pesquisando mais além,
Quando sentir que já sabe,
Pode ajudar a mudar, a educação na sua realidade?
Referências:
1. Youtube, video-documentário. Quando sinto que já sei. <https://youtu.be/HX6P6P3x1Qg> Acesso em 12.abr.2017.
2. Página deste blog. Documentando experiências de Educação Alternativa. <http://educacaoespiritaaplicada.blogspot.com.br/p/educacao-espiritualidade-e.html
3. DINIZ,     Francisco     Ferreira     Filho.     Literatura     de     Cordel.     Disponível     em: 

Co-elaboração de
Antonio Domiciano
Livia Miguel
Noeli Serodio
Vania Guimarães
Viviane Veloso
Universidade Metodista de São Paulo
Curso de Pedagogia, 5º período

quarta-feira, 1 de março de 2017

Uma Reflexão para Membros e Líderes de grupos


Um membro de um determinado grupo, do qual participava regularmente, sem nenhum aviso deixou de atender suas atividades. Após algumas semanas, o líder daquele grupo decidiu visitá-lo.

Era uma noite muito fria.

O líder encontrou a pessoa em casa sozinha, sentada diante da lareira, onde ardia um fogo brilhante e acolhedor. Adivinhando a razão da visita, ela deu as boas-vindas ao líder, conduziu-o a uma grande cadeira perto da lareira e ficou quieta, esperando.

O líder acomodou-se confortavelmente no local indicado, mas não disse nada. No silêncio sério que se formara, apenas contemplava a dança das chamas em torno das rachas de lenha, que ardiam. Ao cabo de alguns minutos, o líder examinou as brasas que se formaram. Cuidadosamente selecionou uma delas, a mais incandescente de todas, empurrando-a para o lado.

Voltou então a sentar-se, permanecendo silencioso e imóvel.

A pessoa anfitriã prestava atenção a tudo, fascinada e quieta.

Aos poucos a chama da brasa solitária diminuía, até que houve um brilho momentâneo e seu fogo apagou-se de vez. Em pouco tempo o que antes era uma festa de calor e luz, agora não passava de um negro, frio e morto pedaço de carvão recoberto de uma espessa camada de fuligem acinzentada. Nenhuma palavra tinha sido dita desde o protocolar cumprimento inicial entre as duas pessoas amigas.

O líder, antes de se preparar para sair, manipulou novamente o carvão frio e inútil, colocando-o de volta no meio do fogo. Quase que imediatamente ele tornou a incandescer, alimentado pela luz e calor dos carvões ardentes em torno dele.

Quando o líder alcançou a porta para partir, a pessoa visitada disse:

- Obrigado. Por sua visita e pelo belíssimo sermão. Estou voltando ao convívio do grupo. Deus te abençoe!

Reflexão:

Aos membros: vale lembrar que fazem parte da chama e que longe do grupo perdem todo o brilho.

Aos lideres: vale lembrar que são responsáveis por manter acesa a chama de cada um e por promover a união entre todos os membros, para que o fogo seja realmente forte, eficaz e duradouro.

(Autor desconhecido)